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Phone Stack




Os smartphones trouxeram diversas melhorias para a vida, facilitaram o acesso a e-mail e redes sociais e são muito bons para matar o tempo enquanto esperamos por qualquer coisa. Mas, por outro lado, eles também criam um sentimento de que não observar o Twitter a cada cinco minutos pode fazer com que a gente perca alguma coisa importante que está acontecendo no mundo. E, por isso, muitos não conseguem se soltar do aparelho mesmo quando estão sentados em uma mesa de bar com um grupo de amigos.

Se no seu grupo de amigos existe alguém assim - aquele que, a cada três minutos, tira o celular do bolso para ver o que de importante está acontecendo no mundo enquanto ele desperdiça a vida sentado em uma cadeira conversando com pessoas reais - então um jogo criado nos Estados Unidos pode ajudar a diminuir o desconforto que isso causa em todos aqueles que querem interagir com pessoas de verdade, mas estão presas a um smartphone: chama-se phone stack, ou "empilhar os telefones".

A ideia é bem simples: ao sentar com seus amigos, seja em um bar ou em um restaurante, todos colocam os aparelhos empilhados no centro da mesa. Mesmo com notificações push, alertas e mensagens ligadas, o desafio é resistir e não pegar o aparelho para checar nada. Quem não conseguir aguentar e pegar o smartphone perde - e o castigo é ter que pagar a conta de todos.

Apesar do castigo ser bem pesado, o jogo ajuda a voltar àquele velho tempo em que não tínhamos acesso à internet a qualquer momento e, por isso, valorizávamos bastante o tempo gasto conversando com nossos amigos. Pode ser difícil, mas o prazer de interagir com pessoas reais e não com nomes de usuário no Twitter deve compensar.

Empresas da Internet em estilo retrô

Como seriam as grandes empresas da internet do início do século XXI se tivessem sido inventadas na década de 1950.







Cresce debate sobre aspectos nocivos de viver o tempo todo na internet


Por Nelson de Sá

Há dois meses, falando a estudantes em Stanford, Mark Zuckerberg desabafou que, se voltasse no tempo para recomeçar o Facebook, ficaria em Boston, longe do Vale do Silício, dos fundos de "venture capital" e da "cultura de curto prazo". Ele tem um problema: a abertura de capital do Facebook se aproxima e a rede social dá sinais de, nos EUA, ter batido no teto.

As visitas cresceram 10% de outubro de 2010 ao mesmo mês de 2011, segundo a comScore, contra 56% de aumento no ano anterior.

Em livros e artigos, cresce debate sobre os aspectos nocivos de viver o tempo todo na internet
Saturação das redes sociais ainda está longe do Brasil, onde elas continuam a crescer
Já se fala em "saturação social", como publicou o "New York Times". Segundo depoimento de David Carr, repórter e colunista da área cultural do "NYT", 2011 foi o primeiro ano em que ele viu sua produtividade cair por causa de seu consumo de mídia. E, para 2012, Carr diz estar diante da escolha entre cortar passeios de bicicleta ou "alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo".

Nas três primeiras semanas, nada. "Meu Twitter ainda está me comendo vivo, embora eu tenha tido certo sucesso em desligá-lo por um tempo", diz ele à Folha. "Na maior parte do tempo, porém, é como ter um cão amigável que quer ser sempre acariciado, levado para passear. Em outras palavras, continua me deixando louco."

Pouco a pouco, os americanos, bem como os europeus, restringem a interação on-line e se tornam "espectadores", segundo o relatório Adoção de Mídia Social em 2011, da Forrester Research. Só um terço dos americanos e europeus atualiza seus perfis em redes sociais, Twitter inclusive, toda semana.

Já nos emergentes, Brasil entre eles, dois terços dos internautas atualizam seus perfis semanalmente. Nos centros urbanos, três quartos.

O relatório visa ajudar em estratégias de negócios, alertando de que "essas tendências apresentam um desafio para o Facebook, conforme se aproxima de seu IPO [oferta pública de ações]".

Aos estrategistas de marketing, Gina Sverdlov, da Forrester, escreve: "Se você tem como alvo usuários nos mercados ocidentais, priorize dar a eles conteúdo que possam simplesmente ler ou ver. Não espere muita interação dos consumidores ocidentais".

A reação vai além das redes sociais. No final do ano, a revista "Travel + Leisure" publicou uma edição sobre "o futuro das viagens", ouvindo futuristas e proclamando que "o maior luxo do século 21 será escapar da rede" em "black hole resorts", refúgios buracos negros, com "total ausência de internet --até as paredes serão impenetráveis ao acesso sem fio".

Segundo Judith Kleine Holthaus, ex-Future Foundation, hoje responsável por estratégia e insight na McDonald's Corp., "sejam instalados no alto de montanhas ou em vilas exóticas, os buracos negros serão o ápice do movimento 'slow food' [a favor de produção camponesa], 'slow travel', 'slow' tudo --o máximo em se livrar de tudo".

Na mesma direção, espalham-se pela Ásia os centros de recuperação de viciados em internet. Na Coreia, já seriam 200. Na China, 300.

Ganham repercussão nos EUA os softwares criados por Fred Stutzman, da Universidade Carnegie Mellon, como o Freedom, um "software de produtividade" que restringe o acesso à web por um determinado número de horas.

E no último ano e meio acumularam-se os livros com questionamentos aos efeitos da internet: ela mina a criatividade, escreve Jaron Lanier em "Gadget - Você Não É um Aplicativo" (ed. Saraiva); sufoca os momentos de quietude, segundo "Hamlet's Blackberry", de William Powers, inédito no Brasil; e afasta as pessoas com ferramentas que serviriam para aproximá-las, segundo "Alone Together", de Sherry Turkle, do MIT, também inédito por aqui.

O porta-bandeira nas críticas é Nicholas Carr, autor três anos atrás de um artigo de grande repercussão na revista "Atlantic", "Is Google Making Us Stoopid?" ("O Google está nos tornando burros?"), com argumentos que depois ampliou em "A Geração Artificial" (ed. Agir). Dele, na edição mais recente: "O que são os smartphones senão coleiras high-tech?".

Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/tec/1040056-cresce-debate-sobre-aspectos-nocivos-de-viver-o-tempo-todo-na-internet.shtml

A Era do Twitter

O Twitter é a ferramenta de comunicação que mais rapidamente foi adotada na história, indo de zero a 10 milhões de usuários em menos de dois anos. No Twitter, a palavra se espalha mais rápido do que fogo, e as empresas não têm mais a opção de ignorar esse assunto.

Ao longo de um texto leve e descontraído, Shel Israel revela histórias interessantes de pessoas que estão utilizando o Twitter para se conectar com outras pessoas que compartilham seus interesses ao redor do mundo. O autor destaca episódios em que o microblog foi usado para disseminar informações como o pouso do avião no Rio Hudson e o terremoto de Sichuan, na China.



Título: A Era do Twitter: Como a ferramenta de mídia colaborativa mais dinâmica da atualidade pode revolucionar seus negócios
Autor: Shel Israel
Editora: Campus
Valor: R$79,00